postado por Vitor Medina

Casos recentes de violação de direitos autorais como o do site sueco The Pirate Bay, e da norte-americana Jammie Thomas-Rasset – que na semana passada foi condenada a pagar 1,3 milhões de euros à indústria fonográfica – trazem à tona uma discussão ética que já há algum tempo perdura quando o assunto é o compartilhamento de arquivos pela internet.
Visto por um lado, a preocupação possuiu certa coerência para as Major, pois a ascensão do hábito de se baixar arquivos gratuitamente pela internet tem total relação com a queda na vendagem de discos – que se intensificou de tal maneira na última década, a ponto de fazer com que as grandes gravadoras tomassem atitudes judiciais contra os usuários que mais contribuíram com esse tipo de “crime virtual”, visando assim, desencorajar novas possíveis iniciativas que viessem a violar os seus direitos. Já sob uma outra ótica, vemos o usuário. Seja compartilhando ou apenas baixando os arquivos, ele está transmitindo/recebendo de forma rápida e sem custos um conteúdo artístico de alguém – o que inclusive pode trazer muitos músicos aos ouvidos de pessoas que talvez não os conhecessem, e possam vir a se tornar admiradores de seu trabalho.
Até que ponto as gravadoras deixam de lucrar com a pirataria digital? Será que ao invés de se preocuparem com a venda de discos no atual panorama do mercado fonográfico, não seria mais inteligente e lucrativo que participassem, por exemplo, da receita de shows ou de imagem da banda? Se perde por um, se ganha por outro, certo?
Poizé! As gravadoras não querem largar o osso. O problema é que esse osso já era! Elas certamente já se tocaram que não dá mais para dar murro em ponta de faca, mas elas insistem em querer ficar espremendo as vendas de discos até o último centavo.
E semana passada o casa da mulher que baixou 24 músicas no Kazaa e vai ter que pagar 2mi de dolares!?! Isso é piada, né?! Isso tem cara de armação das gravadoras.
Abração,
fábio
Acho que a queda nas vendas de discos não se dá apenas pelo download ilegal, mas muito mais pq essa tecnologia está ultrapassada. É muito mais fácil usar um mp3 player…
O que eles deveriam fazer é um sistema como o da iTunes Store e vender música online, mas por um preço mais acessível.
Legal teu blog, parabéns!
Esse nome “crime virtual” deve ser usado para muitas outras coisas que acontecem na internet. Mas, ‘e absurdo se tratando de musica. Os proprios musicos adimitem que a internet facilitou a divulgacao dos trabalhos, que antes dependiam exclusivamente das gravadoras. Isso tudo sem comentar o fato de que os valores cobrados em cds e etc, sao escandalosos perto dos salarios pagos em nosso pa’is.
beijos Victor
[...] A ação toda ocorreu no final de março, mas achei legal postar aqui no blog, para bater novamente nessa polêmica tecla de conteúdo pirata. Semana passada o Vitor, um dos nossos nossos blogueiros publicou um post sobre isso. [...]