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Discussão Aberta
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Jimmy Andrade
Sou Jimmy (Paulo Henrique) Andrade, estudante de Sistemas de Informação na UFVJM, mas não sou uma pessoa tão exata quanto a área. Tecnologia é legal, mas do que eu gosto mesmo é de escrever, deixar minha opinião. Levantar discussões sobre vários temas, nunca perder um assunto.

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Usabilidade e Inclusão na informação

8 de agosto de 2009

Esta é a última postagem de uma série sobre a Revolução da Informação. Este texto foi originalmente escrito por mim, como uma resenha para o artigo “A Informação como Mito”, de Langdon Winner, para a matéria de “Informática e Sociedade” do meu curso, mas acabou sendo publicado na coluna “Opinião” do site do vereador Cícero Teixeira. Como o texto ficou bacana, resolvi compartilhar com vocês aqui também.

Deve-se, desde agora, trabalhar para que sistemas sempre trabalhem pelo e para o usuário, deixando-o no controle. Não podemos ser escravos da informática, deixando de trabalhar por causa de falhas técnicas. Não podemos nos “emburrecer”, por causa da quantidade massiva e desorganizada de informação. Nessa revolução da informação, não podemos pensar em “quais as idéias, passadas por uma informação, importam”, até porque, todas as idéias, de alguma forma nos importam, seja para julgarmo-las válidas ou não. A questão é como elas nos importarão, como estas serão julgadas.

Pessoas recém-incluídas digitalmente, por exemplo, sabem fazer essa análise? O objetivo (e a esperança) da Inclusão Digital é, senão estreitar, realinhar a distância entre as classes altas e baixas no acesso à informação, e, com isso, torná-las menos reprimidas e mais influentes. Porém, da maneira que está sendo feito, esse realinhamento não está sendo eficiente. Raros os recém-incluídos que não se interessam somente pelo Orkut e por outras ferramentas sociais banalizadas. Será que podemos associar diretamente pessoas de classes mais baixas a pessoas mal-informadas? E, se sim, estas administram a informação de uma maneira tão diferente assim das que vêm de classes mais altas? Geralmente, e, infelizmente, sim.

Profissionais de tecnologia, se preocupados com os usuários, com suas questões psicossociais, criam sistemas e dispositivos mais amigáveis, que dispensem ajuda ou necessidade de inclusão; governos, se preocupados com a inserção e o aproveitamento da tecnologia, dentro da sua própria administração (assim como a Casa Branca está fazendo agora); as pessoas, se culturalmente transformadas, sabendo julgar, filtrar informação relevante (que deveria ser mais semântica), todos estes comporão uma revolução completa e democrática, que acontecerá em todos os países, em todas as classes e para todos os tipos de pessoas.

Informática x Trabalho

7 de agosto de 2009

Esta é a terceira postagem de uma série sobre a Revolução da Informação. Este texto foi originalmente escrito por mim, como uma resenha para o artigo “A Informação como Mito”, de Langdon Winner, para a matéria de “Informática e Sociedade” do meu curso, mas acabou sendo publicado na coluna “Opinião” do site do vereador Cícero Teixeira. Como o texto ficou bacana, resolvi compartilhar com vocês aqui também.

Quantas vezes já ouvimos casos de pessoas que perderam seus empregos, em ocupações que se automatizaram? Se as pessoas não se qualificam (muitas vezes, porque não têm oportunidade, muitas vezes por preguiça mesmo), consequentemente, acabam perdendo lugar. Essa é a nossa nova realidade, e ela exige conhecimentos de computação. Acredito que, com exceções, essa automação de processos é benéfica, pois induz as pessoas a procurarem trabalhar com conhecimento, e deixarem o trabalho para a máquina. E a tecnologia é o caminho direto para esse conhecimento.

Porém, infelizmente, muitos de nós, que estamos nesse tão essencial universo técnico-mercadológico, muitas vezes nos esquecemos do papel e do significado das nossas próprias celeridades e resultados. E não sou eu quem diz isso, é novamente Winner: “… o dinamismo da atividade técnica e econômica na indústria de computadores evidentemente deixa a seus membros pouco tempo para pensar sobre o significado histórico de suas próprias atividades.”

Esse é um dos maiores problemas. Precisamos nos lembrar dos rastros que essa revolução (grande revolução, onde estamos dentro de apenas uma transformação dentro dela), deixa no caminho, e não apenas seguir, “desencanados”. É essencial, para os profissionais de tecnologia, a busca pelo equilíbrio entre a técnica e a consciência de suas atividades.

A informática na sociedade atual

6 de agosto de 2009

Esta é a segunda postagem de uma série sobre a Revolução da Informação. Este texto foi originalmente escrito por mim, como uma resenha para o artigo “A Informação como Mito”, de Langdon Winner, para a matéria de “Informática e Sociedade” do meu curso, mas acabou sendo publicado na coluna “Opinião” do site do vereador Cícero Teixeira. Como o texto ficou bacana, resolvi compartilhar com vocês aqui também.

“É claro que a mesma sociedade que agora está passando pela revolução da informática, há tempos se acostumou com revoluções em detergentes, desodorantes, ceras e outros produtos de consumo. Esgotada nos slogans publicitários da Madison Avenue, a imagem perdeu muito do seu impacto”. Winner

Não concordo. A web, por exemplo, da maneira que está, mostrou que, mais do que nunca, a imagem possui grande importância e ainda traz impacto. O que mudou é a preocupação com o direcionamento dessas imagens.

Dentro das transformações que estão havendo, uma das maiores preocupações de quem trabalha com tecnologia ou comunicação, é justamente essa: o direcionamento correto da informação; seja ela em imagem, texto ou audiovisual. E, na maioria das vezes, essas decisões de direcionamento são tomadas com a ajuda de ferramentas de marketing ou de suporte à decisão.

Inclusive, essa seria uma boa para os países emergentes, por exemplo: utilizar sistemas de apoio à decisão em seus governos. Tudo bem, muita gente pode achar loucura, mas um SAD poderia ajudar em decisões sobre liberação de verbas para determinado setor.

(Como) A revolução da informação está acontecendo?

5 de agosto de 2009

Esta é a primeira postagem de uma série sobre a Revolução da Informação. Este texto foi originalmente escrito por mim, como uma resenha para o artigo “A Informação como Mito”, de Langdon Winner, para a matéria de “Informática e Sociedade” do meu curso, mas acabou sendo publicado na coluna “Opinião” do site do vereador Cícero Teixeira. Como o texto ficou bacana, resolvi compartilhar com vocês aqui também.

“O poder dos computadores é essencial para a realização de um futuro em que a maioria dos cidadãos se informará, estará interessada e envolvida no processo de governar.” J.C.R. Licklider.

O computador já está nos afetando profundamente, e, muitas vezes, essas transformações em nossas vidas passam despercebidas. Aos poucos, a computação vai se tornando “invisível”, tanto no sentido literal (dos computadores embutidos ou até mesmo invisíveis), como no sentido conceitual (onde cada vez mais abstraímos a tecnologia em nossas vidas), além dos processos sociais sendo influenciados por ela. (É importante lembrar que, assim como reacionários de um local e época específicos foram contra alguma revolução, há muitos, hoje, que ainda resistem à tecnologia, principalmente, quando ainda há maneiras práticas de se fazer algo manualmente.)

Redes sociais, visualizações de ruas, mapas on-line, se nada disso existisse, de alguma forma, nossa vida seria bem diferente. Talvez nossas relações sociais reais fossem mais amplas, mas talvez nossos negócios andassem mais devagar. A questão é: após essa revolução da informação, por qual revolução passaremos? O mundo já passou por várias, sendo uma delas a Revolução Industrial, por exemplo. E veio essa.

A revolução da informação não possui um fim próximo. Essa revolução aconteceu, está acontecendo, e provavelmente acontecerá durante um bom tempo, porque ela não está completa. Conceitos de “web 2.0”, “mídia social”, “memes”, que nos mostram o quão rapidamente um boato ou mico se espalha na rede, são componentes importantes dessa revolução, que é constante: cada nova discussão criada, cada nova notícia discutida, é um ponto que compõe mini-revoluções. Mas essa, talvez, seja a primeira que acontece de maneira dinâmica, porém gradativa e impactante.

“Discussão aberta” sorteia 14 convites para o Yahoo Meme

3 de agosto de 2009

Acabei de receber o convite para entrar na versão alfa do Yahoo! Meme. De acordo com a própria descrição do serviço:

Hoje em dia, um “meme” na internet é entendido popularmente como um conteúdo que vira febre e é reproduzido por todo mundo.

O termo “meme” foi criado por Richard Dawkins, no seu livro “O Gene Egoísta”, de 1976. Dawkins e outros cientistas depois dele identificaram o meme como um fragmento de cultura ou comportamento que é replicado de cérebro a cérebro, de forma parecida com o que acontece com os genes na biologia.

É evidente que o termo “meme”, como usamos aqui, é uma adaptação livre e expandida do seu sentido científico estrito, mas não foge da essência da idéia.

O Yahoo! Meme é um serviço similar ao Twitter, onde podem ser postados textos curtos, mas que permite também a postagem de imagens, vídeos e música, de uma forma mais direta que o segundo, sem a necessidade de integração com outras ferramentas. No máximo, você precisa ter o link do vídeo no YouTube, ou da música.

No momento, o Yahoo! Meme permite apenas o ingresso por convites. Quem estiver interessado em receber um convite meu, é só comentar aqui no blog, deixando e-mail e nome. Sortearei 14 pessoas, na segunda semana de agosto. Os nomes dos ilustres ganhadores dos 14 convites serão divulgados aqui.

Boa sorte a todos!

SellaBand e o seu sonho de gravar um álbum realizado

19 de julho de 2009

Meu sonho é gravar um CD bacana. Esses dias sonhei… sonhei não… viajei legal. Tinha ganhado uma mesa de som enorme, uns 64 canais. Com ela, gravei meu CD lá em casa. Parecia real… tão real, que tinha até participação da minha mãe, me xingando, porque a conta de luz veio um absurdo, tamanha a energia gasta com a gravação.

Então acordo, e me deparo com o mundo real, onde, para você gravar um bom álbum, tem que ser podre de rico, continuar no underground, ou ter que aceitar mudar a sua musicalidade, seu nome e até trocar de namorada. Há exceções, mas todo mundo sabe: na maioria das vezes, é assim.

Daí surge um site gringo, que tinha tudo pra decolar aqui no Brasil: o Sellaband. Uma alternativa bacanérrima à tradicional indústria da música. O Sellaband ajuda artistas a gravarem seu próximo álbum, financiado pelos fãs. Em vez de apoiar financeiramente a gravação de um álbum, o Sellaband dá ao artista um espaço para que seus fãs lhe ajudem. Dessa forma, o artista terá o máximo de flexibilidade e controle sobre sua música.

Será que um site como o Sellaband pegaria aqui no Brasil?

Nota pessoal: Só sei que eu tenho minha conta lá, e ja comecei a passar pires. Se der certo, ótimo. Se não der, bom do mesmo jeito, porque me viro. Só sei que dia 31 de outubro meu novo álbum será lançado, através de download remunerado, álbum físico, e, posteriormente, Licença Creative Commons para quem quiser remixar e fazer mashups. E viva a nova era da música na web!

Fim do diploma de jornalismo… e agora?

18 de julho de 2009

Um amigo meu vai largar a faculdade. Outra amiga quase teve um treco. Alunos de todo o Brasil estão decepcionados. Foi declarado o fim da exigência de diploma para o exercício do jornalismo. E agora?

Você acredita que esta mudança banalizará o jornalismo, ou será benéfica, “forçando” cursos a se adaptarem às novas mídias?

Iniciativas para driblar a crise, até onde você não imagina

17 de julho de 2009

Nessa recessão dos diabos, um bordel (sim, um bordel) de Berlim encontrou uma nova maneira de alcançar novos “clientes”, e diminuir o impacto da crise econômica, e… porque não, ajudar a diminuir o aquecimento global.

Os clientes que chegarem de bicicleta ou comprovarem que utilizaram o transporte público ganham desconto. Esse desconto é de 5 euros a cada “sessão”. Agora, em média, quatro novos clientes aparecem por lá, para aproveitar o desconto. Menos trânsito, menos poluição. O problema é o cara que mora longe… vai chegar lá tão cansado que… bom… você sabe. E aí, o que você pensa disso?

Fonte: Folha Online

Michael… michael… eles não te deixam descansar!

9 de julho de 2009

O rei do pop morreu. Disso todo mundo sabe, há duas semanas isso aconteceu. O que ninguém provavelmente sabe é se o corpo dele foi enterrado. Ah… ninguém sabe também o que a prefeitura de Los Angeles vai fazer para pagar a hora extra dos policiais, que ajudaram a cobrir a segurança do show-funeral.

Michael recebeu uma grande cerimônia de despedida, e ele próprio esteve presente (ou não?). Mas aí eu lhe pergunto… não seria um exagero danado, essa cerimônia acontecer com corpo presente? Bom… é Discussão Aberta né? Certo: acho isso completamente bizarro. Mas, tudo bem, a cerimônia foi bonita, tão bonita, tão emocionante, que o Luigi Baricelli quase chorou…

… e Sandra Annenberg até se atrapalhou ao chamar a correspondente internacional (Gioconda… Giocarla… arfff), o link caía, e o cara do VT entrou com o vídeo na hora errada. [Nesses últimos meses, #fail acontecendo nos telejornais da Globo a todo momento: a maldita necessária matéria ao vivo.]

As câmeras da CNN, filmando no rancho Neverland, teriam “visto” o fantasma de Michael. Mais uma mostra que a sua morte, assim como a sua vida, foi megalomaníaca. E midiática também: Christiane Pelajo soltou, no horário do Video Show: “O Michael Jackson deve estar gostando disso… é a cara dele”.

Enquanto isso, MJ se revira em seu túmulo, pedindo descanso…  (ou não)

Primeiras palavras…

27 de junho de 2009

Sou Paulo Henrique Andrade (mas pode me chamar de Jimmy), tenho 20 anos, e estudo Sistemas de Informação na UFVJM. Mas também sou músico, ator e designer web. E ainda não descobri como consigo conciliar tudo isso. Faço estágio na UFVJM, e sou responsável pelo desenvolvimento do novo site, que irá ao ar em breve.

Apesar de gostar muito de música, e tecnologia, resolvi criar um blog que fosse mais amplo ainda, e que discutisse questões, que considero importantes e polêmicas, sob a minha visão. Esse é um espaço único, fornecido pela galera do d!, onde, ao mesmo tempo em que essas opiniões serão deixadas, outras pessoas poderão participar da discussão. Importante lembrar: opinião, não estou forçando nada.

A história e suas controvérsias me atraem. A hipocrisia política, a ainda existente falta de aceitação das diferenças, fatos até engraçados, por serem tão incríveis de se acontecerem ainda hoje, como os governantes notionless; a TV, que está morrendo (e piorando) a cada dia, e o que a mídia tradicional precisa fazer para sobreviver, nesse mundo de Twitter, redes e mídias sociais.

É discussão sobre muita coisa. E você acompanhará, na quarta-feira, o primeiro tema. Até lá!